Reforma tributária poderá afetar Terceiro Setor

As declarações do secretário executivo do Ministério da Fazenda, Álvaro Sólon, contrárias aos benefícios fiscais garantidos às entidades sem fins lucrativos, que denominou de “renúncia fiscal”, despertou nestas a necessidade de se organizarem para a manutenção das imunidades e isenções após as reformas tributária e previdenciária.

Antonio Jacinto Caleiro Palma, presidente do Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), juntamente com outras entidades representativas do Terceiro Setor, objetiva organizar um congresso que vise a manutenção dos benefícios fiscais às ONG’s, tudo com o intuito de alertar a sociedade sobre os malefícios que acarretariam a tributação sobre o Terceiro Setor.

No projeto de reformas está previsto o fim da isenção do recolhimento da contribuição social sobre a folha de salários. Se isso efetivamente ocorrer, as entidades sem fins lucrativos passariam a arrecadar 28,5% das suas folhas de pagamentos, incidência esta que viria a prejudicar a manutenção e criação de projetos assistenciais mantidos pelas entidades.

Para o eventual recolhimento da contribuição pelas entidades, conforme texto da reforma, seria necessária uma emenda constitucional, tendo em vista a imunidade expressamente prevista na Carta Magna de 1988.

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